Religião



"A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério. Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras."
"A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega."
Albert Einstein - Físico alemão


Espiritualidade 


A espiritualidade não é património de uma religião ou filosofia, antes de tudo, ela é a busca, por parte de cada ser humano, da compreensão de si próprio, do sentido da vida e do Universo que o rodeia.
A ciência nasceu da curiosidade humana pela compreensão do mundo e dos seus fenómenos. A espiritualidade nasceu dessa mesma curiosidade e, também, da necessidade que cada um de nós tem de ascender ao divino e ao transcendente.

Perante um Universo quase infinito e intemporal sentimo-nos insignificantes grãos de areia, desprovidos de controlo sobre este e, em muitas ocasiões, sobre as circunstâncias que determinam e condicionam a nossa vida. Desde os primórdios da humanidade, o sentimento de que a nossa vida tem um significado e dimensão superior ao da nossa breve passagem pela vida terrena, tem sido uma constante.
Para além do Taoísmo e do Cristianismo, que  são as filosofias e/ou religiões com que mais me identifico, o Deísmo, o Panteísmo e Panenteísmo são aquelas que contém  a definição, ou definições, mais aproximada de como "vejo" Deus.
O meu entendimento do que é Deus pouco, ou nada, tem a ver com a imagem de um rei omnipotente que nos criou, esperando que O temamos e homenageemos, ou prestemos culto, através deste ou daquele ritual.
Antes O vejo como "Tudo", porque ele é o Universo  e, simultaneamente, ele está no interior de cada ser.
Acredito que O encontraremos se o buscarmos dentro de nós, mas, igualmente, o encontramos quando nos encantamos com a brisa suave agitando as árvores, o pôr ou nascer do sol, a canção do mar, a doçura de um cachorro, o canto dos pássaros, a gargalhada de um bebé, o brilho das estrelas no firmamento ou o abraço sentido de outro ser humano. 
Porque Ele é Tudo e através de Tudo se revela. Creio que tudo o que existe, foi criado com um propósito e com inteligência.
Creio que o Deus (Tudo) é igual à soma das partes, mas, cada uma das Partes é igual ao Tudo.
Não acredito que o Universo tenha tido uma origem acidental, tal como não acredito que aqueles que se cruzam connosco, ao longo da vida, o façam por acidente ou coincidência. 
Nas diferentes culturas e religiões, Deus é referido por diferentes nomes, mas, se analisarmos os pilares fundamentais das religiões, percebemos que, no essencial, estes são os mesmos, para todas elas. 
Deus não é um caminho, Deus é o caminho, mas podemos trilhá-lo de diferentes formas (através das mais diversas religiões ou filosofias), até mesmo aqueles que se definem como ateus ou agnósticos. 
Deus deu-nos um bem precioso, que, por vezes, pode parecer-nos cruel, Ele deu-nos a liberdade, deu-nos o livre arbítrio e, por isso mesmo, a forma como chegamos, ou não, até Ele depende, acima de tudo, das escolhas que fazemos na vida.
Não acredito que a morte seja o final da Vida, mas, sim, o contrário do nascimento. Porque há Vida para além da morte e, quem sabe, antes do próprio nascimento

Pelo que subscrevo inteiramente as palavras de Gandi “As religiões são caminhos diferentes convergindo para o mesmo ponto. Que importância tem se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos o mesmo objetivo.”

Cristianismo
 

"Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" 1João 4 – 20

Ser cristão é ter fé na existência de um único Deus, criador do Universo e que pode intervir sobre ele. Deus é omnipotente, omnipresente e omnisciente. Deus é Amor: ama todas as pessoas e estas podem estabelecer uma relação pessoal com Ele através da oração, a qual pode assumir as mais diversas formas.
Ser cristão é acreditar na Santíssima Trindade, isto é, que Deus é um ser eterno que existe como três pessoas eternas, distintas e indivisíveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Jesus Cristo é a figura central do cristianismo e os seus ensinamentos assentam no amor a Deus e ao próximo, O cristianismo reconhece Jesus como o Filho de Deus que veio à Terra libertar os seres humanos do pecado através da sua morte na cruz e da sua ressurreição.

Ser cristão é tentar seguir, em todos os momentos da nossa vida, o exemplo de Cristo.

Na noite da sua paixão, Ele disse aos seus discípulos: «Dou-vos um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei» (João 13,34).

Taoísmo
 A Doutrina da Humanidade 
  




"Ter suficiente domínio sobre si mesmo para julgar os outros em comparação consigo e agir em relação a eles como nós quereríamos que eles agissem para connosco é o que se pode chamar a doutrina da humanidade; nada há mais para além disso.

Se não se tem um coração misericordioso e compassivo, não se é um homem; se não se têm os sentimentos da vergonha e da aversão, não se é um homem; se não se têm os sentimentos da abnegação e da cortesia, não se é um homem; se não se tem o sentimento da verdade e do falso ou do justo e do injusto, não se é um homem. Um coração misericordioso e compassivo é o princípio da humanidade; o sentimento da vergonha e da aversão é o princípio da equidade e da justiça; o sentimento da abnegação e da cortesia é o princípio do convívio social; o sentimento do verdadeiro e do falso ou do justo e injusto é o princípio da sabedoria. Os homens têm estes quatro princípios, do mesmo modo que têm quatro membros."
Confúcio, in 'A Sabedoria de Confúcio'

Também conhecido como Daoísmo, é uma religião surgida na China do século II (durante a dinastia Han) e originária de uma filosofia oriental, muito valorizada pelo confucionismo, conhecida como Tao (caminho). A origem do componente filosófico do taoismo é atribuída ao filósofo chinês Lao Tse, que viveu no século VI A.C.

A sabedoria do Tao (caminho) é a única fonte do universo;
A vida é regida por dois elementos (dualismo): yin (feminino) e yang (masculino). Estas duas forças complementam-se e não podem existir uma sem a outra.
As atitudes humanas devem estar sempre de acordo com a natureza;

O ser humano deve buscar o equilíbrio do corpo e deste com a natureza;

O ser humano deve buscar o desprendimento do mundo material, não devendo desejar nada. De acordo com o taoismo, quando um desejo é satisfeito, outro aparece em seu lugar.


Deísmo


O deísmo é uma posição filosófica naturalista que aceita a existência e natureza de Deus (Criador ou não) através da razão, do livre pensamento e da experiência pessoal, em vez dos elementos comuns das religiões teístas como a revelação direta, ou tradição. Deus é um Criador ou Organizador do Universo, é a primeira causa da filosofia deísta. Em palavras mais simples: um deísta é aquele que está inclinado a afirmar a existência de Deus, mas não pratica nenhuma religião, não negando a realidade de um mundo completamente regido pelas leis naturais e físicas. A interpretação de Deus pode variar para cada deísta.
Os Deístas, em geral, acreditam que as ideologias religiosas devem tentar reconciliar e não contradizer a ciência, ou seja, o deísmo pode ser considerado um derivado do teísmo agnóstico. Assim, um dos princípios fundamentais desta posição é baseada na consolidação de que Deus existe e criou o universo físico, mas não interfere com ele (postulado que inclui a evolução teísta). Portanto, não tomam posição sobre o que Deus faz fora do universo, em contraste com o fideísmo encontrado em muitos ensinamentos do Cristianismo, Islamismo e Judaísmo, que afirma que a religião depende da revelação das escrituras ou o testemunho de outras pessoas.
Os deístas tipicamente também tendem a rejeitar eventos sobrenaturais (milagres, profecias, etc.) e dizer que Deus não interfere na vida dos seres humanos e nas leis do universo. Sobre as religiões organizadas que usam revelações divinas e livros sagrados, a maioria dos deístas interpretam-nas como invenção de outros seres humanos, e não como fontes de autoridade, mas pode aceitá-las como inspiração espiritual. Os deístas dizem que o maior presente de Deus para a humanidade não é a religião, mas "a capacidade de raciocinar."

Panteísmo


O panteísmo é a crença de que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente e imanente, ou que o Universo (ou a Natureza) e Deus são idênticos. Sendo assim, os adeptos dessa posição, os panteístas, não acreditam num deus pessoal, antropomórfico ou criador. A palavra é derivada do grego pan (que significa "tudo") e theos (que significa "deus"). Embora existam divergências dentro do panteísmo, as ideias centrais dizem que deus é encontrado em todo o Cosmos como uma unidade abrangente. O panteísmo só admite como Deus "o todo, a universalidade dos seres", não sendo portanto, um conteúdo em particular Deus, mas sim a totalidade deste”.
O panteísmo foi popularizado na era moderna tanto como uma teologia quanto uma filosofia baseada na obra de Bento de Espinosa, que escreveu o tratado Ética, uma resposta à teoria famosa de Descartes sobre a dualidade do corpo e do espírito.
Espinosa declarou que ambos eram a mesma coisa, e este monismo terminou sendo uma qualidade fundamental de sua filosofia. Ele usava a palavra "Deus" para descrever a unidade de qualquer substância. Embora o termo "panteísmo" não tivesse sido inventado durante seu tempo de vida, hoje Espinosa é considerado como um dos mais célebres defensores da crença.

Panenteísmo 

No panteísmo, Deus tem tamanho igual ao universo. Já no panenteísmo, Deus está dentro do Universo, mas existe também fora dele.

Bem-estar


Para a psicologia o bem-estar designa a parte subjetiva da saúde mental, a qual inclui a satisfação com a vida, parte cognitiva, e a felicidade, parte afetiva.

Para a maior parte de nós bem-estar significa que nos sentimos bem, física, afetiva, espiritual, social e, também, financeiramente.

Este sentimento não tem tanto a ver com a nossa situação real, nessas dimensões, mas, principalmente, com o nosso equilíbrio interior, com a forma como lidamos com as dificuldades e desafios que a vida nos propõe.
A forma de encontrarmos esse bem-estar passa por encontrarmos a paz connosco mesmos, a aceitação dos outros e do mundo, com todas as suas limitações e contradições, e fazê-lo numa perspetiva humanista, procurando, em cada dia, crescer, enquanto ser humano, e dar o melhor de nós próprios. 

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